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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cirurgia Plástica do Umbigo

O umbigo é uma cicatriz! Você sabia disso? Provavelmente sim! Ele é a cicatriz que restou da ligação entre nós e nossas mães através do cordão umbilical, quando estávamos sendo por elas gestados em seus úteros.


Durante nossas vidas o umbigo passa por algumas mudanças. Muitas crianças recém-nascidas podem apresentar hérnias umbilicais, as quais, em boa parte das vezes, somem espontaneamente. Em outras ocasiões, há a necessidade de cirurgia para corrigi-las.

Algumas pessoas podem desenvolver hérnias em seus umbigos já na fase adulta. Isso ocorre com freqüência nas mulheres que engravidam, e também nos homens que ficam ”barrigudos”, pois devido à distensão da parede abdominal há o favorecimento da ocorrência de hérnias.

Além das hérnias, o umbigo também se modifica conforme a criança cresce, passando de um umbigo “fechadinho” para um mais “aberto” ao final da adolescência. A presença de cicatrizes na região do umbigo também pode modificá-los.

Dentre todas estas alterações, na maioria das vezes, nós iremos lidar com o umbigo modificado pela gravidez. Isso porque após a constituição da prole é comum que as mulheres procurem a nós, cirurgiões plásticos, para corrigir o abdômen ou, melhor dizendo, a parede abdominal.

A plástica de abdômen, abdominoplastia ou dermolipectomia abdominal, tanto faz, é uma das mais realizadas pelas mulheres. A cirurgia irá colocar uma cicatriz no baixo-ventre, bem na dobra de pele inferior, a qual terá o formato arqueado e deverá ser coberta pela calcinha ou pelo biquíni. Também haverá outra cicatriz, a qual muitas vezes é pouco valorizada, que é a cicatriz em volta do umbigo. Caso ela seja muito destacada, ocorrerá um efeito visual negativo em relação ao resultado da plástica abdominal.

Isso pode até causar um grau elevado de insatisfação levando a mulher a não expor seu umbigo em público, o que seria o oposto do que se deseja da abdominoplastia! Muitas vezes, existem mulheres que exibem uma silhueta magnífica na praia, mas nunca as vemos de biquíni e sim de maiô. A cicatriz marcada ao redor do umbigo pode ser uma das explicações para este fenômeno!

Como falei no início, para evitarmos esse aspecto indesejável, temos que colocar a cicatriz na profundidade do umbigo! Simples assim, né ?!

Nem sempre, na verdade, pois quando temos que corrigir umbigos que estavam muito alterados por hérnias ou por várias gestações, muitas vezes é difícil restaurá-los com perfeição. Nestes casos, vai nos restar reconstruirmos eles totalmente, o que nem sempre confere um aspecto natural.

De qualquer forma, na maioria dos casos do dia a dia, o importante como eu já disse é esconder a cicatriz na profundidade do umbigo, para que as mulheres não se sintam constrangidas em poder exibi-los na praia ou na piscina!



Dr Edmilson Micali



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Lipoaspiração e Dor


    Uma das dúvidas e inseguranças mais freqüentes sobre a lipoaspiração é quanto à dor no pós-operatório. A maioria das pessoas nos traz relatos de alguma conhecida que se submeteu a esta cirurgia e viveu vários dias com dores horríveis, além das manchas roxas.
    Qual é, afinal, a realidade sobre este tema?
    Bem, vamos lá!
    Abaixo da nossa pele temos tecido gorduroso e, sob este, temos músculos, os quais são responsáveis pelos nossos movimentos.
    O tecido gorduroso tem pouca sensibilidade à dor. Já os músculos são muito sensíveis, sendo que qualquer trauma, tipo uma leve distensão, já é suficiente para causar muita dor a qualquer movimento da região afetada. Todo atleta conhece o sofrimento que causa uma distensão muscular!
    Podemos constatar esta diferença no nosso dia-a-dia! De que forma?
    Imagine que você seja vítima de um beliscão! Naquele momento você sente a dor da beliscada, mas depois a região não incomoda tanto, a menos que você a pressione.
    Agora, imagine que você bata com sua coxa na quina de uma mesa! Para quem é de São Paulo, sabemos que o acidente é chamado de “paulistinha na coxa”. Para os que jogam futebol, é uma realidade freqüente!
    Durante alguns dias a pessoa vai caminhar mancando, pois a cada contração da musculatura da coxa ao se andar, a dor irá se manifestar. Isso ocorre, pois neste tipo de acidente a lesão é mais profunda do que um beliscão, atingindo principalmente os músculos.
    Como que transferimos este raciocínio para a lipoaspiração?
    Bem, nesta cirurgia, o Cirurgião Plástico deve conduzir a cânula utilizada no procedimento somente no tecido gorduroso, sem bater na musculatura. Conseqüentemente, teremos um pós-operatório com pouca dor na maioria dos casos. Claro que também utilizaremos medicamentos analgésicos para isso.
    Porém, se este cuidado de não bater na musculatura não for seguido, de pouco adiantará o uso dos analgésicos.
    Podemos então generalizar que na maioria dos casos de lipoaspiração a dor é perfeitamente suportável e também contornada pelo uso de analgésicos comuns.
    Além disso, o cirurgião deve ter o cuidado de conduzir os movimentos da cânula de forma ritmada, porém sem a velocidade frenética que algumas vezes vemos acontecer em filmagens deste procedimento que são mostradas na TV, justamente para não lesar em demasia os músculos abaixo da camada gordurosa.
    Quanto às manchas roxas vale o mesmo raciocínio: em geral, quanto mais 'machucarmos' os músculos pelas batidas com a ponta das cânulas, mais manchas roxas irão aparecer!
    Pense nisso quando ouvir sua amiga falar que na lipo que ela fez a dor foi insuportável por muitos dias, além do que, ela ficou roxa como uma 'beringela' !
    Por hoje é isso!

    Dr Edmilson Micali